Artigos Técnicos

Classificação de Soja

Por Alexandra Moras

A cadeia produtiva da soja possui uma característica marcante onde o incremento da produtividade é favorecido pelas novas tecnologias adotadas para o manejo dessa cultura, especialmente o emprego de novos cultivares, técnicas de manejo de solo, cultivo e boas práticas na pós-colheita. Os cuidados na colheita, secagem, beneficiamento e armazenamento são fundamentais para o sucesso de qualquer cultura.

Durante o armazenamento, a qualidade não pode ser melhorada, pode apenas ser relativamente preservada, por melhores e mais sofisticados que sejam o silo ou armazém e a estrutura de conservação. Na estocagem dos grãos e sementes podem ocorrer alterações físicas, químicas, enzimáticas e microbiológicas, as quais são ativadas pelo calor e pela umidade, que as intensificam com o decorrer do tempo de armazenamento.

O armazenamento em condições adequadas de temperatura e umidade relativa do ar constitui uma etapa importante para a manutenção das condições sanitárias, bem como as boas condições de higiene nos silos e armazéns são fundamentais para aprimorar a preservação das características de qualidade dos grãos.

O processo de classificação é primordial para a definição da qualidade da soja. Hoje no Brasil seguimos a Instrução Normativa Nº11, de 15 de maio de 2007, onde está estabelecido o Regulamento Técnico da Soja (Glycine max), definindo o seu padrão oficial de classificação, com os requisitos de identidade e qualidade intrínseca e extrínseca.

Agora, contamos com mais um material para padronizar e desenvolver ainda mais a sojicultura brasileira. O Manual de Boas Práticas de Classificação de Soja foi lançado no dia 08 de fevereiro, na Casa do Cooperativismo (OCB), em Brasília. O material foi elaborado pela OCB em parceria com as principais Associações Brasileiras dos segmentos de originação, comercialização e industrialização, e Instituições de Pesquisa, juntamente com o Ministério da Agricultura.

Como Coordenadora de Qualidade de Grãos da área de Negócios Agrícola, estive nesse evento representando a Castrolanda. Considero importante participarmos desse debate para alinhar processos, conceitos e requisitos da qualidade da soja.

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